quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

o mesmo erro. quem nunca?

Será que tem alguém me assistindo quando eu tento medir o espaçamento entre os meus passos, para não pisar nas linhas que dividem o concreto das calçadas?  Ou quando eu consulto a previsão do clima, esperando chuvas em agosto, que não vêm e depois eu chego a conclusão que não posso desistir, pois a minha amizade com a chuva é a última que morre? E quando eu tento explicar a mim mesma a necessidade de novos sabores de sorvete? E nos momentos em que também filosofo sobre como os guarda-chuvas são os melhores itens para uma coleção?
Caso a resposta seja sim, então, querido espectador, se você vê o que ninguém vê, não é possível que não veja o que é explícito. E eu te pergunto: Se você me assiste nesses momentos que eram secretos até eu transformá-los em palavras e jogá-los pela janela da minha casinha dentro do mundo virtual, por que ainda não me passou a receita para não cometer o mesmo erro a vida inteira?

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