sexta-feira, 8 de agosto de 2014

sobre as nossas vontades, os dias e o amor

Eu acreditei, depois não. Fui e voltei. Considerei e desisti. Agora já penso em considerar tudo novamente.Viajei e me deu uma vontade louca de estar em casa. Já em casa, senti que não deveria ter voltado. Incrível como nunca me lembro que há um minuto antes de voltar atrás, voltar atrás não era uma possibilidade. Não mesmo. Não importa mais. Ah, me importei sim. Importei-me. Deixei falar. Calar. Viver. Partir. Morrer, não. Mas o que posso fazer? A morte é forte, mais forte que ela só o amor. Deixei amar. Deixei-me amar-me. Amei. Porque mais forte que a inconstância desses dias, só a morte. Mas o amor  sobrevive mesmo com a porta entreaberta. Com o olhar fugídio, o café na xícara pela metade, a foto anual que não foi tirada esse ano, um nós na garganta, uma representação de antes e depois, mas sem depois, ou seja, a saudade que não vivi e não vi, mas amei. E amarei. Por isso, não importa o que irá me desacreditar amanhã. O amor é mais forte que a única coisa que pode dar fim a minha inconstância e eu quero muito viver, mesmo oscilante. Amanhã, o meu amor será o mesmo.