sexta-feira, 27 de agosto de 2010

da confiança 2

Amizade dava valor ao vaso, e muito. Mas por descuido (não escondia de ninguém que era mais frágil que o amigo ), deixou-o cair por mais duas vezes.
Em uma próxima visita, já desgastado de tanto consertar o vaso, Amor disse-lhe com uma certa falta de esperança :
- Amizade, o presente que lhe dei era o mais valioso que eu podia. Te peço que não o deixe cair mais. Olha como as rachaduras já se espalharam...Já não tem mais a mesma beleza. Como vês, se quebrado mais uma vez, vira pó.
Amizade compreendeu. Mas certo dia, recebeu outro amigo em casa. Chamava-se Enganador. Como amizade o adorava! Ele era sempre muito simpático e atencioso. Mas, sem saber, foi traída. Enganador quebrou o vaso, pois sentiu ciúmes da união de Amizade com Amor. Ela ficou chateada e sem saber o que dizer ao amigo.
Quando contou ao amigo, ele ficou sem palavras:
- Desculpe-me amizade, não há como montá-lo de novo.
- Mas você pode amor.
- Não, tornou-se pó, apenas pó. Agorinha se dispersa pelo ar.
- E agora, Amor ?
- Ao contrário do que dizem de mim, não faço mágicas, Amizade. Me despeço por aqui.
- Para onde vai, Amor ?
- Voltarei para Realidade.
Amizade tentou encontrar forças nos outros. Mas, descobriu que tornara-se dependente de Amor. Sem ele, desfez-se e se tornou pó. Dispersou junto com Confiança.

da confiança

Existia uma cidade chamada Realidade, nela morava um homem que se chamava Amor.
Em uma de suas voltas por seu mundo, amor visitou uma cidade que se chamava Distante da realidade. Lá naquela cidade conheceu ótimas pessoas. Mas a melhor foi uma moça chamada Amizade. Depois que se conheceram, andavam sempre juntos, não faziam nada separados. Amor quis se unir ainda mais e resolveu se mudar para a cidade de Amizade. Quando chegou na casa da amiga, ela levou um susto?
- Amor, que surpresa! O que faz por aqui ?
- Ora, vim morar aqui em Distante da Realidade, amizade !
- Você sempre tão agradável, amor...
- Amizade, queria lhe mostrar o presente que eu trouxe para você. Tome.
- Amor, que lindo esse vaso! Deve ter custado tão caro, não precisava se preocupar ! Estou encantada com a beleza dele. Obrigada! Aliás,do que é feito ?
- É feito de muita confiança. Tem também respeito e carinho acompanhando. Mas, o principal é a confiança. O melhor, amizade! Mas, você merece...
- Que lindo, amor!
- Mas, preciso te dizer uma coisa, amizade...Ele não pode ser quebrado, entendeu !? Ele é muito valioso, como pôde perceber. Não deixe JAMAIS que ele caia. Carregue-o sempre com você, com o maior cuidado.
- Certo, amor. Tomarei o maior cuidado.
Depois de mais conversa, amor se despediu. Não desfazendo a união, que ficara mais forte agora com a pouca distância de suas casas.
Certo dia, amizade recebeu uma antiga inimiga sua em casa. Aliás, recebeu não. Ela entrou sem ser convidada. Era a insegurança. Amizade não reagiu, não escondeu o vaso. Deixou-o bem visível aos olhos da Insegurança, que com ciúmes, jogou o vaso no chão. Amizade, meio descuidada, não deu muita importância.
No outro dia, amor visitou novamente a amiga. Ao ver o vaso,se chateou e pediu explicações. Por sua vez, amizade explicou calmamente :
- Amor, me desculpa. Podemos consertá-lo juntos, não ?
- Podemos, Amizade...mas, espero que isso não seja preciso mais.
Depois de algum trabalho, o vaso ficou QUASE igual a antes. Apenas com algumas rachaduras bem finas, causadas pela queda. Mas, seguiram assim.

[continua...]

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Quando você quiser me dar a mão ,

a minha estará estendida. Mas, por favor, entenda que nem sempre os dedos se entrelaçarão da forma desejada .

Pensar dá trabalho

A mesa, o caderno e a caneta. Quando os viu, veio a tentação. E tudo passou a girar em torno da vontade de escrever. Mas, queria antes, saber sobre o que escrever. Por mais que tentasse, não conseguia pensar em nada. Mais branca que a folha, era a sua mente.
Depois, percebeu que pensava. Pensava em pensar em algo para escrever e não conseguir pensar em nada.
Pensou em escrever isso...e saiu assim !

A vida é tão imprevisível...

Não queira que eu diga para sempre, ou coisas desse tipo. Faço tudo dentro do previsível. Não é medo de arriscar. Tá, só um pouco. É que a vida é tão imprevisível...e quando eu tento sair do que se pode prever, a imprevisibilidade dela vem e me pega primeiro.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

né ?

Eu não falo sem pensar. Eu penso! Só não como deveria pensar .

A flor sem os cachos

No caminho para a igreja, o menino passou pelo jardim e pegou a flor mais bonita que tinha ali. Apertou-a contra o peito e pensou que a menina gostaria muito daquela flor. Colocaria talvez atrás de um de seus cachos. Ah, os cachos da menina...para cada volta de um cacho, um suspiro. Mal esperava a hora de chegar na igreja, ver a menina com os seus cachos, e depois colocar a flor atrás de um e sorrir. Com certeza ela sorriria.
Quando chegou, tremia as pernas de nervosismo esperando que acabasse logo, ao mesmo tempo em que a timidez insistia em querer que o homem lá na frente não parasse de falar nunca. Mas ele parou.
Lá fora, o menino procurou aqueles cachos por todos os lados. Quando os achou, correu. Estendeu a flor para a menina, que segurou a flor, mas não sorriu e depois continuou a correr como se aquela flor não significasse nada para ela. O menino se dividia entre tristeza e alívio, este que o abandonou quando observou a menina ir embora e deixar a flor escorrer pelas mãos...a flor caiu no chão, e ali mesmo ficou. Sem ao menos ter recebido um sorriso. Sem um cacho que a segurasse.
O menino olhou a flor, e depois fitou os cachos, que depois de um tempo desapareceram...sem a flor.




ps : Gente, quero agradecer o meu amigo Isaias ( Zainha) que arrumou o blog (: Ele sabe que eu só sabia entrar no orkut, e agora aqui...mais ou menos, confesso, rs. Obrigada Zainha !